quarta-feira, 11 de abril de 2012
Odiosa existência humana
Uma xícara de café, por favor, e uma carteira de cigarro - saía de mais uma noite fria e solitária. No caminho, acende um cigarro e vê casais, famílias, pessoas felizes. Invejava tanta felicidade, ao mesmo tempo que não a compreendia. Nunca entendera o que quer dizer ser realmente feliz. Nascido numa família desestruturada e com muitas frustrações durante a sua vida, Jimmy Wilshere vivia se perguntando porque não morria logo, qual a razão de sua maldita existência. Enquanto isso caminhava pela nevada Londres no que seria talvez o dia mais frio do ano. Quando passa em uma praça e vê pessoas se espetando com agulhas. Não teria ele chegado a esse ponto, mas provavelmente estara muito perto, entendia a dor daquelas pessoas. Entendia a visão das drogas como válvula de escape, única alegria neste mundo frio e cruel. Bem, enquanto isso, termina seu café e acende mais um cigarro, procurando fugir deste mundo, torce pra não acordar amanhã. Ah, amanhã, mais um dia, mais um maldito dia...
sábado, 7 de abril de 2012
Doença da vida
E passa seus dias torcendo pra eles acabarem. Acorda já pensando em se deitar e completar mais um maldito dia respirando. Não, a vida já não faz sentido, se é que um dia já fez. Já viveu tanto, já fez tanto, hoje já não tem vontade e nem sapiência para acordar e viver como qualquer um. Olha pra si mesmo, vendo sua vida medíocre, com a nova novela passando na televisão. Pergunta-se, qual sua doença? A vida meu caro, a vida...
terça-feira, 20 de março de 2012
St. Jimmy
Há um sol escaldante lá fora. Foda-se, pensa. Com sua velha camisa do sex pistols e um cigarro, começa a escrever, trancado em seu escuro e sombrio quarto. Pensa em tudo, sua eterna depressão, o maldito mundo que o rodeia, as tantas incoerências dos seres humanos... Enfim, pensa tanto que as palavras se esgotam, as frases lhe fogem. Olha pelo pequeno buraco na janela, vê pessoas tristes, pessoas com pressa, pessoas entediantes, vê a natureza grotesca humana, natureza que não suportara, mas que fazia parte. Nem isso lhe inspirava, pois normalmente o grotesco e o depressivo servem de inspiração aos mais nobres poetas. Teria acordado feliz, este maldito placebo chamado felicidade que o impedia de poetizar algo que prestasse... Mas acalme-se jovem poeta, ao contrário da depressão e da natureza fétida humana, essa felicidade passa. Seu nome é Jimmy, obscuro e inquieto como qualquer gênio...
sábado, 3 de março de 2012
Encontro com a velha Liberdade
Andando pela rua
Vi na margem da estrada
Uma senhora pobre e nua
Parecia-me abandonada
Cheguei perto e lhe perguntei:
-Quem és tu velha dama
Que aqui se encontra nesta lama?
-Caro moço - respondeu-me - Já não sei...
...Não mais me chamo como antes
Fui a bela liberdade
Há muito triunfante
Desiludida, já não sou verdade
Homens maus me dominaram
Os líderes de teu povo
Por direitos me trocaram
Se te conto esta história de novo
É pelo sangue daqueles que me amaram
O capital se tornou seu dono
Triste foi este dia
Só espero acordar deste sono
E viver novamente a justa anarquia...
Vi na margem da estrada
Uma senhora pobre e nua
Parecia-me abandonada
Cheguei perto e lhe perguntei:
-Quem és tu velha dama
Que aqui se encontra nesta lama?
-Caro moço - respondeu-me - Já não sei...
...Não mais me chamo como antes
Fui a bela liberdade
Há muito triunfante
Desiludida, já não sou verdade
Homens maus me dominaram
Os líderes de teu povo
Por direitos me trocaram
Se te conto esta história de novo
É pelo sangue daqueles que me amaram
O capital se tornou seu dono
Triste foi este dia
Só espero acordar deste sono
E viver novamente a justa anarquia...
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Debaixo do meu sorriso
Debaixo do meu sorriso se esconde uma tristeza
Você a brotou aqui e foi embora
Escondeu nossos problemas debaixo da mesa
Simplesmente desistiu e caiu fora
Não, não sei o que aconteceu
Busco explicação, porque o amor morreu
Em mim não morreu, continuará vivo
Mas você faz tudo isso parecer sem sentido
Foda-se, eu penso, imaginando uma cena
Eu e você de novo juntos, abraçados novamente
Hoje eu te vi, já valeu a pena
Mesmo ignorado, meus pensamentos não mentem
Por onde passo, planto minha semente
Jamais ignorando o que se sente...
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Amor, maldito amor
Olha pro lado, acende um cigarro
Tenta disfarçar
Se engana, esconde a tristeza
Que esta clara em seu olhar
Não compreende, não consegue
Tao racional que sempre foi
Sera que o amor que o persegue?
Ja não sabe, se entristece
Afoga suas magoas em meio a fumaça
O vicio que o acompanha, a mente trabalha
Não sabe mais do futuro, maldita vida chata
Só queria estar ao lado dela e mais nada
O amor mata.
O pobre confidente
Ele estava lá, parado, com aquela rosa na mão
Ela já não se sabe, não a tinha visto
Olha o relógio, olha para o chão
Fica sem esperanças, deprimido
Só queria que ela fosse sua
Era romântico, escutava, compreendia
Isso nao era o bastante para ela, quem diria
Já era meia noite, quando de sua casa ela saia
Ele a via com perfeição
Nunca a havia conquistado
Acostumado com esse tipo de rejeição
Sofria, triste, calado
Na rua ela via um amigo, talvez um confidente
Com aquela rosa na mão, ele a olhava, carente
Entra em um carro de mais um daqueles indescentes
Como de esperado, depois que este a fazer sofrer novamente
Ela voltará aos prantos para o seu confidente
Pobre confidente.
Ela já não se sabe, não a tinha visto
Olha o relógio, olha para o chão
Fica sem esperanças, deprimido
Só queria que ela fosse sua
Era romântico, escutava, compreendia
Isso nao era o bastante para ela, quem diria
Já era meia noite, quando de sua casa ela saia
Ele a via com perfeição
Nunca a havia conquistado
Acostumado com esse tipo de rejeição
Sofria, triste, calado
Na rua ela via um amigo, talvez um confidente
Com aquela rosa na mão, ele a olhava, carente
Entra em um carro de mais um daqueles indescentes
Como de esperado, depois que este a fazer sofrer novamente
Ela voltará aos prantos para o seu confidente
Pobre confidente.
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