Então te encontrei, te vi, me maravilhei. Penso que já te via muito antes em meus sonhos, eras o que minha mente procurava a tanto tempo. O momento não era do melhores, lá estava eu, como outro dominado por este odioso mundo, sentado, já na minha décima cerveja e pronto pra acender mais um baseado. Acendi e te vi, tão formosa que meus próprios olhos não acreditavam. Nunca tinha dado tanto valor para relacionamentos, resolvera tratar as mulheres do mesmo modo como tinham me tratado por tanto anos, por tantas vezes decepcionado, passava a decepcionar. Você mudou tudo, bela moça, fez com que todo o rancor fosse abaixo, por sua simples aparição. Mas essa vida é mesmo muito filha da puta e eu teria esquecido da própria odiosa natureza humana, da espécie que nasceu pra humilhar e ser humilhada por seus iguais. Você se foi da minha realidade, por afinal ser igual a todas as outras mulheres e homens desta espécie, ser igual a mim e a tantos outros, o gosto de maltratar. Hoje és um sonho, talvez um pesadelo, que se passa em minha mente a todo segundo. Ainda nutro esperanças, afinal nunca deixaste de me dá-las, teus pecados hoje são tão grandes como os meus. Espero então o dia que eu pelo menos saiba o que pensas, sinta o que sentes, pois se o inverso acontecesse, eu não estaria aqui e você aí, pois o que eu sinto tu sabes e tu ignoras.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Malditos pensamentos
Malditos pensamentos. Acabo de me lembrar como o meu cérebro pode me atormentar com problemas que ele mesmo cria. Ideias vazias, planejamentos não concluídos, mas será que já não foi um erro ter um planejamento? Tomo mais uma cerveja, acendo um cigarro, a vida passa ao meu redor. Pessoas indo trabalhar, apressadas para alimentar o já bem alimentado sistema, que se senta em sua cadeira de ouro, com seus cento e trinta quilos, devorando os esforços, suores dos seus pequenos escravos e lhes dando como recompensa a oportunidade de viver no espaço que dominou. Eles passam de cabeça baixa, deprimidos, apesar do claro disfarce em seus olhares aparentemente bem dispostos, eles só pensam em como suas vidas poderiam ser melhores se não fossem obrigados a nada que sua própria consciência não concordasse. Fecho os olhos e me lembro dela, aquela que um dia esteve em meus sonhos, sonhos hoje que viram pesadelos pela falta de seu corpo, sua presença, seu cheiro, sua beleza. E o meu cérebro continua a me torturar e me lembrar de você, a todo momento procurando seu rosto. Não posso fugir de vocês, malditos pensamentos, que me maltratam e me devoram, neste entediante mundo dominado pela sua espécia mais egoísta, mesmo nossos maiores desejos viram nossas maiores frustrações.
sábado, 26 de janeiro de 2013
Cruel sociedade fútil
Cof, cof! E finalmente parava de tossir, após longos 5 minutos de agonia. O sangue escorria de sua boca e nariz, seu peito doía, sua cabeça explodia. Não saberia muito bem dizer o que sentia, sua vida sempre foi um misto de angústias e decepções, se dava muito bem com as pessoas, mas pecava em relacionamentos amorosos e familiares. Não sabia bem dizer o que era o amor ou o ódio, a secura de seus sentimentos já se tornara algo normal, mas sentia falta, muita falta de poder ouvir belas palavras verdadeiras e corresponder sinceramente a elas. Não que nunca houvesse tentado, talvez o excesso de tentativas o transformasse neste ser frio. Os seres humanos podem ser muito cruéis, principalmente quando se trata de relacionamentos amorosos. Olhava em sua volta e via pessoas fúteis com seus assuntos ridículos, pior que isso, via tantos ativistas reclamarem da tão criticada ditadura da beleza e compactuarem com ela descaradamente. Tanta hipocrisia, enganação, que aprendeu a ser igual, a pensar igual, a agir como a sociedade lhe mandava. Se esquecera apenas de um detalhe, a sociedade e seu jogo são cruéis, já que não possuía padrões de beleza e comportamento adequados a ela, se marginalizava, se deprimia, se drogava, esquecia. Acabava em mais uma esquina suja, com uma garrafa de conhaque já ao fim em suas mãos, enquanto a sua frente passavam os belos e ricos se divertindo em mais uma noite, com garotas fúteis, talvez não ricas, mas que o olham com desprezo e correm para o primeiro bem vestido que vêem. A sociedade o matou, plantando sonhos que não existiam em sua mente, matou seus verdadeiros sonhos, matou sua vida. Agora dispara mais algumas tossidas, se levanta e procura algum rumo, algum lugar longe deste, onde possa ficar só, sem toda aquela escória ao seu redor.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Aproveite o sonho
Hoje sonhei contigo, admito, e acordei pensando em ti. O sentimento que me veio no momento foi de grande alegria, esquecimento dos problemas e do mundo ao redor. Aquele que me veio após isto foi diferente, foi de dúvida e certa indiferença. A dúvida maior será sempre se ainda creio no amor, sobretudo no egoísmo do amor monogâmico. A indiferença digo que já está bem enraizada nos meus sentimentos, como uma capa que me protege dos paus e pedras que aqueles que julgam nunca errar atiram constantemente. Pois bem, antes que eu fosse romântico e atirasse mil rosas para você, rompesse a distância que separa nossos corpos e largasse de tudo por um amor desenfreado, mas não sou um don Juan, nem sequer tenho a segurança que sejas completamente minha. Não permitamos que ambos vivam sonhando, que nossos sentimentos nos enganem, eles são tão cruéis quanto seus hospedeiros, se não são estes malditos sentimentos que nos ensinam a crueldade. Pois ame-me cruelmente linda moça, aproveite enquanto o sonho não acaba, quando acabar, suporte-me se for possível, já que até o mais amargo amor tem seu adocicado sabor.
domingo, 16 de dezembro de 2012
Humanos idiotas
Humano, olhe pra si mesmo, aonde chegou e o sangue que derramou. A única espécie que diferencia sexos, masculino e feminino, já se separa, se distingue, gera preconceitos. Você humano, que se acha o centro do universo, inventa filosofias e explicações teológicas para justificar sua importância, grita no pequeno ponto de poeira onde nasceu, esperando o universo lhe ouvir, lhe achar importante, homem que busca um sentido pra vida, mas não busca viver. Criamos sentimentos, que buscaram nos salvar, esplicar a vida, entorpecer a todos os humanos. O amor, o mais entorpecente e viciante dos sentimentos, vem acompanhado de mãos dadas ao ódio, qual dos dois destrói mais é o grande mistério, não se sabe se o mal está em um dos dois ou se simplesmente o bem não existe. O sentido da vida, humano idiota? Não existe, vá viver, vá buscar sobreviver, vá buscar conhecimento. O poder te destruiu, a imensa vontade de se sobressair sobre as outras espécies o tornou egoísta, criou hierarquias e "raças", para resolver estes problemas, as minorias também desejam poder, estamos todos assimilados, espécies perdida e sem esperança. Foi pra isso que você evoluiu humano idiota? Pra matar, se autodestruir e destruir o habitat ao seu redor? Pois bem, se mate, o planeta Terra estaria muito melhor sem sua espécie mais egoísta
domingo, 14 de outubro de 2012
Autodestruição
Sempre tentei ao máximo ser racional, cético em relação a tudo e até meio frio com meus sentimentos. O problema disso é se esconder atrás de mentiras e ilusões de uma vida que mais me agradaria, fugir dos meus problemas usando minha própria frieza como desculpa. Não acredito que eu nunca tenha amado, aliás, acho até que amei, que amo demais, com uma insegurança típica de quem já perdeu muita gente, com o coração amargurado de quem já viu coisas que não desejaria a ninguém. Refletindo hoje, acho que os sentimentos não são cegos, são burros, completamente tapados. Deixei as melhores mulheres, aquelas que realmente sentiam algo por mim, escaparem, culpa dessa frieza ou mesmo do sadismo de meus sentimentos que nada nutriam por elas. Amei aquelas que realmente não ligavam, que não correspondiam, mas o que posso eu reclamar, se fiz o mesmo? Será que sou um caso isolado ou este sentimento maléfico ataca a todas as suas vítimas desta maneira? Malditos sentimentos, maldito cérebro que não pára, não alivia, que tortura a todo momento. O impulso então me faz tomar atitudes burras, falar demais, não ligar pra este cérebro, maldita máquina, que não cessa sua tortura, seus pensamentos suicidas, a busca por uma vida que me aliviasse desta dor ou por um fim antecipado que fizesse o mesmo trabalho. Não raro me pego falando besteiras ou mesmo que não fossem, ideias defendidas de um modo agressivo, deve ser o jeito de expressar esta frieza, de fugir do mundo, ir pra bem longe e mandar todos à merda, mesmo sabendo que já vivemos nela, ou ela vive em nós, dentro de nossas cabeças.
O material
Compre um carro, um tênis e respeite as autoridades, é o que eles falam. Será que alguém já se perguntou sobre a utilidade destas supérfluas coisas materiais, destas malditas ordens instituídas pelos amantes do poder e da ostentação? Não vou ser hipócrita, o material tem lá suas utilidades, o conforto próprio, talvez, mas este não é o principal motivo. Estamos numa luta por poder, onde todas as pessoas no mundo participam, algumas claramente fracas de espírito aceitam a própria escravidão mental e física pelos poderosos e trabalharão ao resto de suas vidas vivendo sempre de um modo miserável, fazendo o demônio do capitalismo sorrir cada vez mais acidamente. Outras entram no jogo, na política, se tornam os dominadores, os chefões, olham o mundo pelas suas cadeiras confortáveis, sorriem, fazem pose, mas eles mesmos não sabem o que fazem lá, detentores de tanto poder e de tanta ignorância ao usá-lo, tanta ignorância quanto a de quem as deixou chegarem lá. Ainda temos os loucos, imorais, maconheiros, putas, viados, ladrões e estudantes, todos os termos que os poderosos nos designam, aqueles que, mesmo que seja apenas por palavras, já que o demônio do capitalismo está entranhado debaixo das raízes do planeta Terra, aqueles que lutam contra este maldoso demônio, que recusam pensar apenas em si próprios, mas são obrigados a jogar esse joguinho sujo instituído a tanto tempo no mundo. Então surge o material, aquele que serve para iludir as pessoas, Dona Maria era miserável e hoje já consegue comprar uma geladeira em 24 vezes no cartão, vejamos a evolução do nosso governo. Hipócritas, malditos poderosos que dominam a opinião pública. Não compres o amor com o material, amor comprado com o material se torna o material, e amor material já não vale de nada, é facilmente revendido àquele que terá mais condições. Não venda seu amor pelo material, não seja um prostituto do sistema.
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