Sua respiração já é fraca, seu coração bate mais rápido, já não sabe onde está. É muito subjetivo estar em algum lugar quando em toda a parte as pessoas são iguais. Rostos diferentes, as mesmas ações e justificativas, nem as cervejas são melhores quando já se está bêbado demais para notar. E lá estava ele, já não controlava sua mente, era dominado por lembranças ruins e pensamentos tortuosos. Lembrava de amores jogados fora, rejeições, uma vida jogada fora por conta da depressão que sempre assolou sua mente. Pensava tanto, sempre foi letrado, criticou a sociedade, pichou tantos muros que viu a vida passando a sua frente e nada mudar, ninguém mais sentir o que sentia, viu a vida engolindo a todos e esperou a sua hora de ser a presa. Dessa forma o sistema lhe parou, lhe oferecendo o desejo de morte, o doce veneno do desafio pecaminoso que queria correndo em suas veias. E lá estava ele, jogado numa sala, estaria longe de casa se ainda tivesse uma, mas não precisava. A única coisa que supre sua necessidade agora é um baseado pra aliviar sua dor e sua mente pra trazê-la de volta. A dor de um sentimento nunca cumprido, de um sonho nunca realizado, a dor que o mundo nos enfia goela abaixo, ele sentia, sentirá para sempre, pois quem uma vez é golpeado pela vida, levará suas cicatrizes até o fim.
segunda-feira, 11 de março de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
Acalme minha mente perturbada
Sim, o tempo passa. A vida nos carrega com seu altivo sopro, sem que sequer notemos. Ali estava eu novamente, praticando minha rotina, tomando mais um ácido que ia goela abaixo com outra cerveja em plena segunda feira. O que será que estou procurando, o que quero encontrar com esta maldita rotina que um dia destruirá por completo o meu físico? Não sei, talvez não procure nada, talvez apenas queira viver, desafiar um pouco a morte, que tanto coloca medo aos de espírito fraco. Minha mente me maltrata, imagina cenas, trabalha mais rápido. Então inevitavelmente ela me vem à cabeça, linda como sempre, longe como nunca. Nunca soube como tratar meus sentimentos, como senti-los ao natural e por isso insisto em desafiar a morte sem grandes motivos. O que lhe direi então? Que te amo, que me és importante? Sim, é o mais provável que se diga, mas não sei o que é sentir e ninguém sabe. O sentimento não é racional ou classificável, é uma sensação inexplicável, uma vontade de tê-la ao meu lado todos os segundos. Tudo seria melhor com você aqui, é o que diz minha mente, mesmo que eu me drogue pra mudar sua direção por algum tempo, ela volta, ela gosta de pensar em ti, de te desejar. Já não mando eu, é como um instinto, que me sussurra coisas que já sei, que não consigo mais evitar. "Fique ao meu lado, acalme minha mente, não se vá nunca mais", digo eu, enquanto pego mais uma cerveja.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Tão real e tão irreal...
Então te encontrei, te vi, me maravilhei. Penso que já te via muito antes em meus sonhos, eras o que minha mente procurava a tanto tempo. O momento não era do melhores, lá estava eu, como outro dominado por este odioso mundo, sentado, já na minha décima cerveja e pronto pra acender mais um baseado. Acendi e te vi, tão formosa que meus próprios olhos não acreditavam. Nunca tinha dado tanto valor para relacionamentos, resolvera tratar as mulheres do mesmo modo como tinham me tratado por tanto anos, por tantas vezes decepcionado, passava a decepcionar. Você mudou tudo, bela moça, fez com que todo o rancor fosse abaixo, por sua simples aparição. Mas essa vida é mesmo muito filha da puta e eu teria esquecido da própria odiosa natureza humana, da espécie que nasceu pra humilhar e ser humilhada por seus iguais. Você se foi da minha realidade, por afinal ser igual a todas as outras mulheres e homens desta espécie, ser igual a mim e a tantos outros, o gosto de maltratar. Hoje és um sonho, talvez um pesadelo, que se passa em minha mente a todo segundo. Ainda nutro esperanças, afinal nunca deixaste de me dá-las, teus pecados hoje são tão grandes como os meus. Espero então o dia que eu pelo menos saiba o que pensas, sinta o que sentes, pois se o inverso acontecesse, eu não estaria aqui e você aí, pois o que eu sinto tu sabes e tu ignoras.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Malditos pensamentos
Malditos pensamentos. Acabo de me lembrar como o meu cérebro pode me atormentar com problemas que ele mesmo cria. Ideias vazias, planejamentos não concluídos, mas será que já não foi um erro ter um planejamento? Tomo mais uma cerveja, acendo um cigarro, a vida passa ao meu redor. Pessoas indo trabalhar, apressadas para alimentar o já bem alimentado sistema, que se senta em sua cadeira de ouro, com seus cento e trinta quilos, devorando os esforços, suores dos seus pequenos escravos e lhes dando como recompensa a oportunidade de viver no espaço que dominou. Eles passam de cabeça baixa, deprimidos, apesar do claro disfarce em seus olhares aparentemente bem dispostos, eles só pensam em como suas vidas poderiam ser melhores se não fossem obrigados a nada que sua própria consciência não concordasse. Fecho os olhos e me lembro dela, aquela que um dia esteve em meus sonhos, sonhos hoje que viram pesadelos pela falta de seu corpo, sua presença, seu cheiro, sua beleza. E o meu cérebro continua a me torturar e me lembrar de você, a todo momento procurando seu rosto. Não posso fugir de vocês, malditos pensamentos, que me maltratam e me devoram, neste entediante mundo dominado pela sua espécia mais egoísta, mesmo nossos maiores desejos viram nossas maiores frustrações.
sábado, 26 de janeiro de 2013
Cruel sociedade fútil
Cof, cof! E finalmente parava de tossir, após longos 5 minutos de agonia. O sangue escorria de sua boca e nariz, seu peito doía, sua cabeça explodia. Não saberia muito bem dizer o que sentia, sua vida sempre foi um misto de angústias e decepções, se dava muito bem com as pessoas, mas pecava em relacionamentos amorosos e familiares. Não sabia bem dizer o que era o amor ou o ódio, a secura de seus sentimentos já se tornara algo normal, mas sentia falta, muita falta de poder ouvir belas palavras verdadeiras e corresponder sinceramente a elas. Não que nunca houvesse tentado, talvez o excesso de tentativas o transformasse neste ser frio. Os seres humanos podem ser muito cruéis, principalmente quando se trata de relacionamentos amorosos. Olhava em sua volta e via pessoas fúteis com seus assuntos ridículos, pior que isso, via tantos ativistas reclamarem da tão criticada ditadura da beleza e compactuarem com ela descaradamente. Tanta hipocrisia, enganação, que aprendeu a ser igual, a pensar igual, a agir como a sociedade lhe mandava. Se esquecera apenas de um detalhe, a sociedade e seu jogo são cruéis, já que não possuía padrões de beleza e comportamento adequados a ela, se marginalizava, se deprimia, se drogava, esquecia. Acabava em mais uma esquina suja, com uma garrafa de conhaque já ao fim em suas mãos, enquanto a sua frente passavam os belos e ricos se divertindo em mais uma noite, com garotas fúteis, talvez não ricas, mas que o olham com desprezo e correm para o primeiro bem vestido que vêem. A sociedade o matou, plantando sonhos que não existiam em sua mente, matou seus verdadeiros sonhos, matou sua vida. Agora dispara mais algumas tossidas, se levanta e procura algum rumo, algum lugar longe deste, onde possa ficar só, sem toda aquela escória ao seu redor.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Aproveite o sonho
Hoje sonhei contigo, admito, e acordei pensando em ti. O sentimento que me veio no momento foi de grande alegria, esquecimento dos problemas e do mundo ao redor. Aquele que me veio após isto foi diferente, foi de dúvida e certa indiferença. A dúvida maior será sempre se ainda creio no amor, sobretudo no egoísmo do amor monogâmico. A indiferença digo que já está bem enraizada nos meus sentimentos, como uma capa que me protege dos paus e pedras que aqueles que julgam nunca errar atiram constantemente. Pois bem, antes que eu fosse romântico e atirasse mil rosas para você, rompesse a distância que separa nossos corpos e largasse de tudo por um amor desenfreado, mas não sou um don Juan, nem sequer tenho a segurança que sejas completamente minha. Não permitamos que ambos vivam sonhando, que nossos sentimentos nos enganem, eles são tão cruéis quanto seus hospedeiros, se não são estes malditos sentimentos que nos ensinam a crueldade. Pois ame-me cruelmente linda moça, aproveite enquanto o sonho não acaba, quando acabar, suporte-me se for possível, já que até o mais amargo amor tem seu adocicado sabor.
domingo, 16 de dezembro de 2012
Humanos idiotas
Humano, olhe pra si mesmo, aonde chegou e o sangue que derramou. A única espécie que diferencia sexos, masculino e feminino, já se separa, se distingue, gera preconceitos. Você humano, que se acha o centro do universo, inventa filosofias e explicações teológicas para justificar sua importância, grita no pequeno ponto de poeira onde nasceu, esperando o universo lhe ouvir, lhe achar importante, homem que busca um sentido pra vida, mas não busca viver. Criamos sentimentos, que buscaram nos salvar, esplicar a vida, entorpecer a todos os humanos. O amor, o mais entorpecente e viciante dos sentimentos, vem acompanhado de mãos dadas ao ódio, qual dos dois destrói mais é o grande mistério, não se sabe se o mal está em um dos dois ou se simplesmente o bem não existe. O sentido da vida, humano idiota? Não existe, vá viver, vá buscar sobreviver, vá buscar conhecimento. O poder te destruiu, a imensa vontade de se sobressair sobre as outras espécies o tornou egoísta, criou hierarquias e "raças", para resolver estes problemas, as minorias também desejam poder, estamos todos assimilados, espécies perdida e sem esperança. Foi pra isso que você evoluiu humano idiota? Pra matar, se autodestruir e destruir o habitat ao seu redor? Pois bem, se mate, o planeta Terra estaria muito melhor sem sua espécie mais egoísta
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